terça-feira, 26 de maio de 2009

REVOLUÇÃO LOGÍSTICA

Primeira Revolução Logística

Até o século XI o sistema feudal prevalecia na Europa Ocidental, quando então a Igreja
Católica organiza a partir de 1095 as Cruzadas, expedições militares para recuperar a Terra
Santa, que estava sob controle dos muçulmanos, além de atender a ambição de alguns papas
que buscavam ampliar seu poder político e religioso. Estas expedições criaram novas
oportunidades comerciais, em função da abertura de novas rotas terrestres bem como devido
às conquistas territoriais.
Um grande desenvolvimento tecnológico e cultural ocorreu na Europa devido às Cruzadas,
resultando na expansão econômica e mercantil que consolidou a transformação revolucionária
da economia européia, que a partir do século XIII ganha forma de economia monetária, com
sociedades de mercado e relações de trabalho. As relações sociais, políticas e econômicas dos
feudos são transferidas para as cidades, levando à consolidação do comércio com o aumento
do intercâmbio comercial e da produção artesanal.
Esta evolução faz com que a produção mude seu caráter de subsistência passando a atender
aos novos mercados. A navegação e as rotas comerciais marítimas chegam à África e às
Índias, em busca principalmente de ouro e prata, necessários ao cunho de moedas. Esta
expansão comercial marítima leva à descoberta de novos territórios, iniciando-se uma época
de colonização.
O aumento das distâncias entre os mercados fornecedores e consumidores, além da
especialização da produção, são fatores marcantes da Primeira Revolução Logística.

Segunda Revolução Logística

O incremento das distâncias e dos volumes de bens comercializados incrementou a
movimentação de moedas e créditos e grande acumulação de capital, aumentando a
necessidade e o interesse pelas atividades bancárias. Grandes famílias de banqueiros do
Renascimento, como os Médici de Florença (Itália), emprestavam dinheiro e financiavam
parte do comércio internacional.
No início do século XVII, o governo de Amsterdã inova o sistema bancário, dando garantia
oficial de notas que poderiam ser utilizadas no comércio internacional. Posteriormente surgiu
o Banco da Inglaterra (em 1694), oferecendo garantias nos negócios com dinheiro e faturas de
intercâmbio com a emissão de notas. A partir de então a cidade de Londres converte-se no
centro do comércio mundial.
O surgimento de um sistema bancário eficiente, que possibilitasse a execução de transações
internacionais, foi o ponto de partida para a Segunda Revolução Logística, com a
consolidação de Londres, Paris e Amsterdã como principais centros econômicos da Europa.
Houve a expansão da infra-estrutura da rede comercial devido às melhorias implementadas
nas técnicas de construção naval, nas redes e tecnologia de transporte.

Terceira Revolução Logística

A especialização da produção ocorrida durante a Primeira Revolução e o avanço tecnológico
característico da Segunda Revolução criam as condições necessárias para o surgimento da
Revolução Industrial ocorrida em meados do século XVIII. Fenômeno tipicamente inglês
marcado pela passagem de um sistema de produção fortemente agrário e artesanal para outro
de cunho industrial, dominado pelas fábricas e pela maquinaria, e que delineou a Terceira
Revolução Logística.
A primeira fase da Revolução Industrial, que acontece na Inglaterra entre 1760 e 1860, se
caracterizou por sucessivas inovações tecnológicas, que substituíram o trabalho do homem,
antes realizado à mão, pela utilização do vapor para acionar a máquina em substituição às
energias muscular, eólica e hidráulica. O trabalho com novas matérias-primas, em particular
os minerais, impulsionaram a metalurgia e à indústria química.
O processo de industrialização causou urbanização acentuada pelo grande desenvolvimento
das indústrias. A poderosa indústria naval da Inglaterra acelera a distribuição de produtos,
garantindo mercados distantes para seus produtos industriais.

Quarta Revolução Logística

Entre 1860 a 1900 a industrialização se difunde na França, Alemanha, Itália, Bélgica,
Holanda, Estados Unidos e Japão, aumentando a concorrência na indústria de bens de capital
e incrementando o uso de novas formas de energia nos sistemas de transporte, como a elétrica
e a derivada do petróleo.
A partir de 1900 surgem os grandes complexos industriais, empresas multinacionais e a
automação acentuada da produção, que passa a depender cada vez menos de mão-de-obra e
mais de alta tecnologia. Desenvolvem-se a indústria química e a eletrônica, e os avanços da
engenharia genética e robótica são incorporados aos processos produtivos.
A expansão dos mercados e a chamada globalização da economia fazem com que a logística
se desenvolva cada vez mais, a fim de garantir que os produtos comercializados sejam os
requeridos pelos clientes, e entregues nos lugares corretos e nas horas esperadas
.

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